Termos semelhantes:
Palpitações / Taquicardia / Taquicardia sinusal / Extrassístoles / Coração acelerado / Batimento cardíaco rápido / Batimento cardíaco acelerado / Arritmia / Coração na boca / Coração vibrando / Coração acelerado / Desmaio / Dor no peito / Falta de ar / Fibrilação atrial / Flutter atrial / Doença de chagas no coração / Cardiodesfibrilador implantável / Eletrocardiograma / Estudo eletrofisiológico / Ressonância Magnética Cardíaca / Holter de 24 horas / Cardiologista.
O que é palpitação?
Palpitação é a sensação de que o coração está batendo muito rápido e/ou de forma descompassada. Em geral parece que o coração está pulando dentro do peito ou até mesmo no pescoço, algumas vezes parecendo que vai sair do peito.
Normalmente as batidas do coração ocorrem de forma regular, ou seja, com o mesmo intervalo entre os batimentos do coração, em um ritmo conhecido como ritmo sinusal, com variações durante o dia (algumas vezes com batimentos mais acelerados e outros mais lentos), essas variações ocorrem de acordo com as atividades físicas, como exercício físico, repouso e sono.
Quantas vezes o coração bate em 1 minuto?
O normal é o coração bater entre 50 batimentos por minuto e 100 batimentos por minuto. Acima desse valor, ocorre a taquicardia que pode ser algo esperado ou representar alguma doença.
Quando o coração pode acelerar?
Algumas vezes, essa sensação de aceleração do coração é algo normal, como em caso de:
- exercício físico;
- desidratação (falta de água no corpo);
- episódios de febre (temperatura acima de 37,7oC);
- crise de ansiedade;
- episódios de estresse;
- alterações hormonais (por exemplo, gravidez, menstruação e menopausa).
Nessas situações, as palpitações são naturais, esperadas e adequadas, pois o corpo está respondendo a uma maior necessidade dos órgãos. Embora preocupantes, em geral são inofensivas.
Algumas medicações podem acelerar o coração?
O coração batendo mais rápido também pode ser secundário ao uso de determinadas medicações ou substâncias, como:
- medicamentos para emagrecer;
- cafeína em excesso;
- álcool em excesso;
- cocaína;
- cannabis;
- medicamentos para resfriados e tosse, como pseudoefedrina;
- medicamentos para asma, como salbutamol e brometo de ipratrópio;
- medicamentos para depressão, como escitalopram e citalopram.
Caso você esteja apresentando palpitações em decorrência do uso de algum medicamento, converse com seu médico.
Quais problemas de saúde podem causar batedeira no coração?
Algumas vezes as palpitações podem ser secundárias a uma doença, do coração ou de outros órgãos, como no caso de hipertireoidismo (glândula tireoide hiperativa), hipoglicemia (queda do nível de açúcar no sangue), anemia, feocromocitoma (tumor tipicamente produzido nas adrenais), síndrome do pânico, crise de ansiedade generalizada.
Certas doenças cardíacas mais graves podem causar outros sintomas, além das palpitações. Nesses casos, o diagnóstico rápido e o tratamento adequado são essenciais. As arritmias associadas aos problemas no coração acometem pessoas independentemente da idade ou do sexo, e podem estar associadas a histórico familiar, como pais, avós e irmãos. Dentre esses sintomas, destacam-se:
- desmaios;
- perda súbita de consciênica
- tonturas;
- confusão mental;
- dor no peito;
- falta de ar;
- morte súbita (para cardiorrespiratória).
Diante desses sintomas, busque um serviço de pronto atendimento ou ligue para o SAMU. É importante ressaltar que esses sintomas podem ocorrer durante atividade física ou repouso.
Às vezes as palpitações podem decorrer de episódios de arritmias conhecidas, como fibrilação atrial, flutter atrial, taquicardia supraventricular, e taquicardia ventricular.
Determinadas condições cardíacas podem precipitar palpitações, algumas das quais são graves e requerem tratamento, seguem alguns exemplos:
- que levam sangue para o coração, causando obstrução coronária);
- cardiomiopatia hipertrófica (doença genética na qual algumas paredes do coração tornam-se maiores, hipertrofiadas);
- insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (coração torna-se fraco e não consegue bombear o sangue adequadamente);
- canalopatias (doenças hereditárias caracterizadas por mutações que geram disfunção nos canais iônicos do coração). São exemplos:
- síndrome de Brugada
- síndrome do QT longo
- síndrome do QT curto
- taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica drome de
- doença de chagas (doença do barbeiro)
Como investigar as palpitações?
Na presença de “batedeira” no peito, o ideal é consultar um cardiologista, pois muitas arritmias e até a morte súbita podem ser evitadas.
Após a coleta de sua história clínica e de exame físico, alguns exames podem ser necessários, como:
- eletrocardiograma;
- exames de sague (por exemplo, para avaliação da tireoide);
- Holter de 24 horas (exame que monitoriza os sinais elétricos do coração por 24 horas), Looper (exame similar ao Holter, mas de maior duração, podendo ficar 7, 10, 20 ou até 30 dias);
- teste ergométrico (teste na esteira);
- ecocardiograma (ultrassom do coração);
- ressonância magnética cardíaca.
Quais são os tratamentos disponíveis?
Após a investigação, o tratamento pode ser direcionado para a causa da palpitação. Para cada tipo de arritmia há um tratamento diferente, que aumenta as chances de cura.
Algumas vezes o tratamento será baseado no controle do estresse e da ansiedade, na troca de medicação, e no tratamento da doença causadora da arritmia.
Alguns medicamentos são direcionados para as palpitações e ajudam a aliviar os sintomas como:
- betabloqueadores – propranolol, atenolol (ex: Ablok), carvedilol (ex: Ictus, Coreg, Cardilol, Divelol), bisoprolol (Concor), metoprolol (Selozok)
- boqueadores de canais de cálcio diltiazem, (ex: Cardizem) verapamil
- propafenona, (Ritmonorm)
- amiodarona (Ancoron, atlansil)
- sotalol (sotacor)
Em determinadas situações e a depender da doença, algumas outras medidas podem ser adotadas, como estudo eletrofisiológico para ablação (queima do feixe elétrico que causa arritmia) e também pode ser necessário implante de um dispositivo conhecido como Cardiodesfibrilador Implantável (CDI). Esse aparelho é capaz de detectar a arritmias graves e tratá-la imediatamente, conforme a programação do aparelho.
Algumas arritmias podem ser prevenidas, por isso é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, realizar atividade física, ter uma dieta equilibrada, evitar cigarro e excesso de bebidas alcoólicas.
Diante de “batedeira” no peito, o ideal é consultar uma cardiologista, para que consiga ajudá-lo no diagnóstico e na resolução dos sintomas.

Dra. Adriana Resende
Cardiologista em Brasília, CRM-DF: 19762, RQE: 16304
Cardiologia | Ecocardiografia | Clínica Médica
“Cuidar do seu bem mais precioso para o ser humano é o meu dom, eu nasci para cuidar do outro. nesse cenário, a visão global do indivíduo com um todo é necessária para que ocorra um entendimento completo do coração e da vida. O nosso corpo é como uma orquestra na qual todos os órgãos possuem um papel único.”