Qual é o melhor método anticoncepcional?

Apesar de ser uma das perguntas mais frequentes nos consultórios de ginecologia, infelizmente não existe uma resposta para essa pergunta.

Existem inúmeros anticoncepcionais no mercado, todos eles com seus prós e seus contras.

Nossa função é te orientar quanto às opções, para que possamos escolher juntas qual é o melhor método para você.

Vias de administração:

A primeira diferença entre os contraceptivos é a via de administração. Hoje temos no mercado as seguintes vias:

Comprimidos: as famosas pílulas anticoncepcionais, existem em regimes com e sem pausa para menstruação, e em diferentes doses e composições. São os métodos mais utilizados no Brasil, são fáceis de tomar, mas precisam de regularidade. Esquecimentos e atrasos são a maior causa de falha das pílulas, e, consequentemente, de gestações não planejadas.

Injeção: as injeções existem nas formas mensais e trimestrais. Podem ser mais práticas que as pílulas (por não tratar-se de tomada diária), mas podem levar a mais efeitos colaterais, já que a dose hormonal é feita de uma vez.

Anel vaginal: um anel flexível, que é colocado na vagina e permanece ali por 3 semanas, fazendo a liberação de hormônios. Após as 3 semanas, faz-se uma pausa por 1 semana para menstruar. É bastante confortável, e diminui as falhas por esquecimento, mas como só existe uma marca no mercado, pode ser um pouco mais caro que as pílulas.

Adesivo: o adesivo deve ser colado na pele uma vez por semana durante 3 semanas, seguidas de 1 semana de pausa. De modo semelhante ao anel, trata-se de método de fácil utilização, mas que também só existe em uma marca, podendo dificultar o acesso.

DIU: os dispositivos intra-uterinos são métodos de longa duração, alta eficácia e poucos efeitos colaterais. Existem nas versões hormonais e não hormonais, e podem ser colocados no próprio consultório médico (leia mais sobre DIUs)

Implante subdérmico: um pequeno bastão inserido abaixo da pele do braço, que permanece ali por até 3 anos, fazendo a liberação lenta de hormônio. É o método mais eficaz que existe no mercado (sendo inclusive mais eficaz que laqueadura e vasectomia), e também é inserido em consultório médico, com desconforto mínimo (leia mais sobre Implanon).

Além destes, temos os métodos naturais de contracepção, os métodos de barreira (como preservativo feminino e masculino), e os métodos cirúrgicos (como laqueadura e vasectomia).

Composição:

Além da via de administração, é fundamental definir a composição do contraceptivo.

Métodos com Estrogênio e Progesterona: os métodos combinados abrangem as pílulas com pausa, a injeção mensal, o anel vaginal e o adesivo.

Cada um deles conta com diferentes tipos e doses de estrogênios e de progesteronas, mas de um modo geral, são métodos que tendem a trazer benefícios como a melhora da pele e a regularização do ciclo menstrual, mas que podem cursar com efeitos adversos como náuseas e dor de cabeça nos primeiros meses de uso, além de diminuição da libido e alteração do humor com uso prolongado.

É importante que o método contraceptivo seja decidido junto com sua médica, pois algumas mulheres (como tabagistas, hipertensas, mulheres com histórico de trombose, dentre outras) têm contraindicação ao uso de estrogênio.

Métodos só de Progesterona: os progestágenos isolados incluem as pílulas sem pausa, a injeção trimestral, o DIU hormonal e o Implante subdérmico.

Também diferem quanto à dose e ao tipo de progesterona, mas de um modo geral, costumam cursar com diminuição ou cessação da menstruação, sendo uma boa opção para mulheres com fluxo menstrual intenso ou cólica menstrual importante. Entretanto, podem ocasionar para-efeitos como aumento da oleosidade da pele, e sangramentos transvaginais irregulares (os chamados escapes).

Métodos não hormonais: além dos já citados métodos naturais, métodos de barreira e métodos cirúrgicos, contamos também com os DIUs de cobre e cobre com prata. Estes dispositivos são completamente livres de hormônios, e portanto não alteram a pele ou a libido por exemplo, porém costumam acarretar aumento do fluxo menstrual e da cólica.

Considerando todas essas opções, suas indicações e contraindicações, é fundamental uma consulta com ginecologista competente para definir qual método se adequa mais às suas expectativas e necessidades.

No Grupo Elas temos profissionais altamente capacitadas para avaliação e indicação do anticoncepcional ideal para você.

Dra. Larissa Rezende

Ginecologista em Brasília, CRM-DF: 22310, RQE: 18918

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“Uma apaixonada pela saúde e qualidade de vida das mulheres, pronta para te atender com o carinho que você merece.”

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Dra. Thalia Maia

Ginecologista em Brasília,  CRM-DF: 19006, RQE: 15766

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“Se é possível melhorar questões emocionais e mudar a auto-estima da mulher com bom senso, ética e profissionalismo, por que não?”

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